Projeto Educativo


O Externato Nossa Senhora do Rosário, como Escola Salesiana das Filhas de Maria Auxiliadora, tem como missão educar segundo o Sistema Preventivo de Dom Bosco, potenciando um ambiente que favoreça a educação integral numa síntese entre fé, cultura e vida em corresponsabilidade educativa, onde as crianças/os alunos são protagonistas da própria formação. Valoriza-se o rigor científico e pedagógico, a par dos momentos celebrativos, litúrgicos e de festa , que são expressão efetiva da educação salesiana.

Introdução

O Projeto Educativo (PE) do Externato Nossa Senhora do Rosário como escola católica, salesiana, tem por base os princípios da pedagogia salesiana que caracterizam todos os Centros Educativos e Escolas do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora (IFMA), em específico os definidos no Ideário dos Centros Educativos das Filhas de Maria Auxiliadora (ICEFMA, 2012 a). Fundamenta-se também nos valores definidos na Convenção dos Direitos da Criança adotada pela Assembleia Geral das Nações Unidas, em 20 de novembro de 1989, nos direitos fundamentais da União Europeia definidos pelo Conselho Europeu em 1999, e nos princípios da Constituição da República Portuguesa nomeados no ICEFMA (ibidem: 3).

Tendo como perspetiva que as grandes metas do ensino na atualidade são: formar cidadãos críticos, dinâmicos, esclarecidos, proativos, capazes de se adaptarem ao mundo e às suas constantes mudanças, no trilho das orientações do IFMA, a Escola não se fixa somente na dimensão nacional, pois visa a formação de cidadãos, atentos aos problemas transnacionais, nomeadamente à globalização, ao desenvolvimento sustentável, ao ambiente, à economia e à segurança.

Em todos os Centros Educativos e Escolas, a Comunidade Educativa procura ser uma presença viva do estilo salesiano de São João Bosco e de Santa Maria Domingas Mazzarello, que assenta numa pedagogia do ambiente que ajude a crescer na responsabilidade pessoal. Acompanhando a criança/o aluno de forma respeitosa e próxima, propondo metas e caminhos que ajudem a desenvolver todas as suas potencialidades.

A Comunidade reconhece que, como dizia Dom Bosco (“Dom” é a designação em italiano para padre), em cada jovem há um ponto acessível ao bem. Descobri-lo, através do espírito de família que caracteriza o ambiente salesiano, é o segredo do sucesso educativo salesiano.

Deste modo, a Comunidade recorre assiduamente a uma leitura crítica do mundo infantil e juvenil e propõe pistas que ajudem a criança e o aluno a crescerem em todas as dimensões e a viverem felizes. Reconhece a individualidade de cada criança e aluno, respeita a própria história e propõe-lhe o encontro pessoal com Jesus Cristo como caminho e fonte de humanismo – felicidade (ibidem: 4).

O PE é um instrumento de orientação educativa de caráter programático e institucional que legitima os processos de tomada de decisão, conferindo coerência e unidade às atividades educativas desenvolvidas pela comunidade escolar. Este documento foi elaborado com base no relatório de avaliação do PE em vigência, bem como tendo em conta as orientações do IFMA, no que respeita à estruturação de conteúdos relativos à missão e aos valores das escolas FMA e à definição do índice do documento.

A elaboração do PE foi conduzida por uma Equipa sob responsabilidade do Conselho Pedagógico e da Direção.

Enquadramento do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora

História da Instituição no Mundo

O Instituto FMA é uma instituição religiosa feminina. Foi fundado por São João Bosco e por Santa Maria Domingas Mazzarello, em Mornese, próximo de Turim, no norte de Itália, em 1872.

A decisão de Dom Bosco de fundar uma instituição em favor das jovens deveu-se essencialmente à profundidade do seu amor a Nossa Senhora, aos repetidos sonhos e factos extraordinários contados pelo próprio e à confirmação do Papa Pio IX, que o encorajou à fundação da Instituição.

Contemporaneamente, em Mornese, Maria Domingas Mazzarello animava um grupo de jovens que se dedicava às meninas da terra, com o objetivo de as capacitar numa profissão, mas sobretudo com a determinação de as orientar na vida cristã.

Dom Bosco quis chamar Filhas de Maria Auxiliadora (FMA) ao novo Instituto Religioso para que fosse um “Monumento vivo” da sua gratidão a Nossa Senhora Auxiliadora. Desde o longínquo 5 de agosto de 1872, o Instituto FMA foi crescendo e hoje exerce a sua ação educativa nos cinco continentes, formando 83 Províncias Religiosas em 94 nações, com um total de 1408 comunidades locais.

Na Europa há cerca de 6200 Filhas de Maria Auxiliadora, também conhecidas por Irmãs Salesianas. Trabalham em 485 comunidades presentes em 22 países, com propostas educativas diversas.

História da Instituição em Portugal

Em Portugal, o Instituto Filhas de Maria Auxiliadora iniciou a sua missão educativa em 1940, na cidade de Évora. As primeiras Irmãs Salesianas chegaram a Portugal em janeiro desse ano a pedido do Servo de Deus, D. Manuel Mendes da Conceição Santos, Arcebispo de Évora. Foi-lhes confiada a Casa Pia Feminina da cidade. Três anos mais tarde assumiram a Secção “28 de maio” da Casa Pia Feminina de Lisboa com mais de 500 meninas (informação consultada em www.salesianas-por.net ).

Atualmente, o Instituto, em Portugal, tem cerca 127 Irmãs, distribuídas por 13 comunidades em 9 distritos: Viana do Castelo, Porto, Guarda, Castelo Branco, Lisboa, Setúbal, Évora e Faro.

No distrito de Lisboa, o Instituto Filhas de Maria Auxiliadora está presente no concelho de Cascais, com quatro comunidades, a Casa Provincial, o Externato Nossa Senhora da Assunção, o Externato Nossa Senhora do Rosário e a Ludoteca da Galiza.

História da Escola

O Externato Nossa Senhora do Rosário – sito na Avenida Nossa Senhora do Rosário – é uma escola privada que se regula pelos estatutos do Ensino Particular e Cooperativo.

Externato Nossa Senhora do Rosário Atualmente a Escola abrange os níveis da Educação Pré-escolar e dos 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico.

Por volta do ano de 1958, é inaugurada a sede do Colégio que nasceu no Monte Estoril, num palacete, com a designação de ColégioAspirantado Missionário das FMA. As destinatárias eram apenas jovens que se preparavam para a vida religiosa.

Em 1960/61, ao colégio tiveram acesso outras jovens da zona, em regime externo, além das que estavam em regime de internato, e assim, perdeu o cariz inicial e alargou a ação educativa à formação de qualquer jovem, independentemente da sua opção de vida.

Por volta de 1975/77, o número de alunas internas diminui e as externas aumentam consideravelmente. Neste período, a Escola passa a denominar-se Colégio Maria Auxiliadora e obtém por parte do Ministério da Educação o paralelismo pedagógico.

Já anteriormente, em 1972, perante a necessidade de alargar os espaços, o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora havia comprado um terreno, sito no Bairro do Rosário, com o apoio financeiro que Sua Majestade, a Rainha Joana, da Bulgária, dera à Câmara Municipal de Cascais, como expressão de gratidão pelo asilo político concedido.

Em 1974, o projeto deu entrada na Câmara Municipal de Cascais, e, a 5 de janeiro de 1976, as FMA inauguraram uma presença no Bairro do Rosário, com a abertura da Pré-Escolar, sob a denominação de Externato Nossa Senhora do Rosário (ENSR). O nome do Externato derivou do nome do Bairro onde se insere – Bairro do Rosário, dedicado a Nossa Senhora sob este título tão significativo para o povo português. A funcionar num pré-fabricado, esta presença destinava-se às crianças mais carenciadas da zona.

Como se pode ler na crónica de 1977 do ENSR, a Irmã Umbelina, que aqui trabalhava com a ajuda da antiga aluna Diamantina, residente no Monte Estoril, na Casa Aspirantado Missionário do Sagrado Coração de Jesus.

A Pré-escolar era composta por duas salas, um refeitório, uma cozinha, uma salinha de visitas e instalações sanitárias. A 22 de março do mesmo ano, o Ministério da Educação reconheceu esta Escola, com o alvará n.º 2200 (cf. Crónicas do Externato Nossa Senhora do Rosário, 1977).

Como se pode ler na mesma fonte, “a 19 de março de 1977 tivemos a necessidade de um diploma oficial de Educadora Infantil. Nesta circunstância foi admitida a D. Maria da Luz N. de Azevedo Coutinho” (ibidem, 1977).

Imagem1Por aqueles anos 70, não havia nenhuma escola do ensino básico na zona do Bairro do Rosário e a população aumentava a olhos vistos. Por isso, em 1981 deu-se início à construção da primeira fase de um novo edifício.

Ainda nas crónicas do ENSR, lê-se que “a 5 de fevereiro de 1981 começaram as grandes obras de construção do edifício cuja necessidade há tanto tempo se fazia sentir” (ibidem, 1981).

No ano de 1982, forma-se a primeira comunidade religiosa no Bairro do Rosário, composta por três Irmãs – a Irmã Umbelina Pires, a Irmã Laurinda Antunes e a Irmã Teresa Pires.

Veja-se o relato da crónica de 7 de outubro de 1982: “fixou-se a data da Festa de Nossa Senhora do Rosário para a abertura oficial e solene da casa que desde este dia passa a ter uma comunidade que nela reside. Formada embora por três elementos apenas – Ir. Umbelina, diretora; Ir. Laurinda Antunes e Ir. Teresa Pires – prevê-se o aumento do número já para o próximo ano” (ibidem, 1982).

Imagem2No dia 7 de outubro de 1982, celebra-se no pré-fabricado a Eucaristia com a presença das crianças da Pré-Escolar e as da catequese. Nessa altura a Pré-Escolar funcionava com 72 crianças e a catequese com 134 crianças das escolas públicas antes designadas por primárias, contíguas ao ENSR.

A 15 de setembro de 1985 faz-se a transferência do Colégio Maria Auxiliadora, do Monte Estoril, para o Bairro do Rosário e começa a lecionação dos 2.º e 3.º ciclos, com 162 alunas, sendo Diretora da Comunidade a Irmã Rosa de Oliveira Teixeira e Diretora Pedagógica a Irmã Ana de Jesus Carvalho. A comunidade é formada por irmãs que vieram do Colégio Maria Auxiliadora. No dia 1 de outubro de 1985, começam, nas novas instalações, as aulas da Pré-Escolar, dos 2.º e 3.º ciclos e o ATL.

Imagem3No ano letivo 1987/88, o 5.º ano passa a ter duas turmas e assim sucessivamente até 1991/92, em que todos os anos escolares estão duplicados. Nessa mesma data iniciam-se o ensino misto, com a admissão de um rapaz para o 6.º ano, e o uso do uniforme, elemento identificador da escola, implementado a pedido dos pais. No ano letivo 1995/96, a Escola avança com a integração de mais uma turma em cada ano escolar, situação  que se mantém até à atualidade.

A construção prolonga-se para nascente, com a capela e os pátios. Por último, são construídos o pavilhão polidesportivo e o auditório-salão de festas, já do outro lado da Av. Nossa Senhora do Rosário, estando os dois edifícios ligados por um túnel a permitir a passagem dos alunos em segurança.

Da história do ENSR fazem parte o seu brasão e o hino, ambos criados por alunos.

BrasaoO brasão do Externato Nossa Senhora do Rosário remonta ao início da Escola no Bairro do Rosário, em Cascais, e foi projetado e executado com a colaboração dos alunos que então a frequentavam.

Os motivos, as cores e as palavras falam-nos da realidade que se vive há quase 40 anos nesta presença educativa das FMA – Salesianas. Assim, o mar azul com o barco e o sol resplandecente são símbolo da vila de Cascais, onde a Escola se situa.

Estes elementos significativos e distintivos desta aprazível zona são também, numa leitura cristã e salesiana dos mesmos, alusão a:

  • Jesus – Sol que ilumina a vida do cristão
  • Maria Auxiliadora – a vela que orienta a barca de todos os que se acolhem sob o seu manto, que pedem a sua ajuda no mar da vida.

Além do brasão, existe o hino, que visa dar letra à musicalidade vivida numa escola salesiana. Diz a letra o que é Cascais, quem e como são os alunos do ENSR, com uma homenagem explícita aos fundadores Dom Bosco e Madre Mazzarello.

Coro:É sol, é luz, é corÉ juventude a crescerPara o futuro a cantar

Sempre unidos!

Caminhar

II

Entre os rochedos da costa brava

Ou nos baixios do mar secreto

Olhando o perigo, imploro assim:

Auxiliadora, vela por mim!

I

Somos presente, somos futuro

Aqui no Bairro, aqui no mundo

Somos trombeta, somos alerta

A anunciar: a rota é certa!

III

Olhar em frente com ousadia

Sem esquecer a nossa herança

É reviver D. Bosco Santo

E abrir caminhos à Esperança

Identidade do Estilo Educativo das Filhas de Maria Auxiliadora (FMA)

Todos os Centros Educativos e as Escolas do IFMA em Portugal têm a sua identidade educativa consignada no Ideário dos Centros Educativos das Filhas de Maria Auxiliadora em Portugal (ICEFMA). As características fundamentais advêm do facto de serem centros católicos e salesianos.

Identidade Católica

Tal como está definido no ICEFMA, como Instituição Católica é um centro educativo inspirado na fé em Jesus Cristo. Fundamenta e centraliza a sua ação educativa na pessoa de Jesus Cristo e na sua mensagem. Apresenta-se como comunidade, lugar de encontro que permita à Comunidade Educativa testemunhar efetivamente os valores do Evangelho de Jesus Cristo(cf. IFMA, 2012 a): 6).

Atua em comunhão com a Igreja Católica, seguindo as suas orientações, nos planos individual, comunitário, eclesial e salesiano, para que o conhecimento seja iluminado pela fé de modo a que crianças e jovens se tornem fermento de uma nova humanidade (cf. ibidem: 8).

Identidade Salesiana

O PE de uma Escola Salesiana é inspirado na caridade de Cristo – Bom Pastor. Assim, “a alma da educação é a paixão pelos jovens, a arte de lhes dar confiança, de amar o que eles amam, de os acompanhar na busca de sentido para a vida” (IFMA, 2005: 24).

Como Instituição Salesiana, assume características específicas que se inspiram no carisma e na herança deixados por São João Bosco e Santa Maria Mazzarello. Este carisma apresenta uma pedagogia educativa: o Sistema Preventivo, síntese original entre educação e evangelização que orienta os jovens a serem “bons cristãos e honestos cidadãos”. Favorece o espírito de família, mediante o convívio entre educadores e educandos, que se traduz na proximidade e na relação de acompanhamento no interior da comunidade educativa. Cultiva um clima de alegria expresso na “pedagogia da festa” que faz da criança e do jovem protagonistas da sua educação (cf. ibidem: 24).

Fundamentação Teórica

O ENSR tem no PE o princípio orientador exposto no Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro, o Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo de nível não superior, em que se consigna que “no âmbito do seu projeto educativo, as escolas do ensino particular e cooperativo gozam de autonomia pedagógica, administrativa e financeira”. (cf. artigo 36.º, Secção V). Consagra ainda o “direito reconhecido às escolas particulares de tomar decisões próprias nos domínios da organização e funcionamento pedagógicos, designadamente da oferta formativa, da gestão de currículos, programas e atividades educativas, da avaliação, orientação e acompanhamento dos alunos, constituição de turmas, gestão dos espaços e tempos escolares e da gestão do pessoal docente”. (cf. artigo 37.º), a par da Portaria n.º 59/2014 de 7 de março.

Na esteira do exposto, o PE, de acordo também com o plasmado no Decreto-Lei n.º 75/2008, de 22 de abril, artigo 9.º, alterado pelo Decreto-Lei n.º 224/2009 de 11 de setembro e pelo Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho, é “o documento que consagra a orientação educativa das escolas, (…) elaborado e aprovado pelos seus órgãos de administração e gestão para um horizonte de três anos, no qual se explicitam os princípios, os valores, as metas e as estratégias segundo os quais a escola (…) se propõe cumprir na sua função educativa”.

O PE da Escola define-se, deste modo, como “um plano estratégico que constitui não só um quadro de operacionalização de um projeto de gestão no âmbito da autonomia, mas também o documento que consagra a sua orientação educativa” (AZEVEDO, 2011: 15), dado que “visa responder a algumas necessidades fundamentais da Comunidade Educativa”, a partir da própria identidade salesiana e da situação concreta da Escola, define objetivos e metas, determina estratégias, descreve a organização escolar, enuncia recursos e prevê a monitorização, a avaliação e a divulgação do documento” (cf. ibidem: 21).

Pretende-se que a operacionalização do PE de Escola resulte da conciliação de interesses, da conjugação de esforços e da corresponsabilização de todos os elementos da Comunidade Educativa, parceiros e meio envolvente, em ordem a formar “bons cristãos e honestos cidadãos”.

Missão

O ENSR, como Escola do IFMA, tem como missão educar segundo o Sistema Preventivo de Dom Bosco, potenciando um ambiente que favoreça a educação integral numa síntese entre fé, cultura e vida em corresponsabilidade educativa, onde as crianças/os alunos são protagonistas da própria formação. Além do rigor científico e pedagógico, valorizam-se os momentos de festa, os celebrativos e os litúrgicos, que são expressão da educação salesiana. Vive-se em ambiente de família e por isso é importante a presença educativa dos adultos, docentes e não docentes, entre as crianças/os alunos, numa atitude de acompanhamento que ajude a interpretar, de modo positivo, as situações do próprio ambiente, a história pessoal e social, educando também a acolher e a amar a vida.

Visão

A Comunidade Educativa das FMA promove no ENSR uma cultura aberta aos valores evangélicos educando à fé, segundo a espiritualidade salesiana. Atualiza o estilo de Dom Bosco e Madre Mazzarello, fazendo uma leitura crítica do mundo juvenil e propondo pistas que ajudem os jovens a crescerem em todas as dimensões e a viverem felizes, através do encontro pessoal com Jesus Cristo.

A comunidade religiosa, constituída por um grupo de irmãs nomeadas pela Provincial (responsável pela comunidades FMA em Portugal), vive e trabalha unida, testemunhando a sua pertença a Deus e dando sinal do seu amor pelos jovens de qualquer cultura. Ela é o suporte carismático que dá continuidade ao projeto educativo de São João Bosco e Santa Maria Mazzarello, em vista a formar “bons cristãos e honestos cidadãos” segundo as perspetivas: evangelizadora, cultural, social e comunicativa.

O ENSR, como escola salesiana das FMA, pretende ser uma referência na educação católica e reconhecida pelas suas qualidades educativas e pastorais.

Valores

Promovemos uma cultura de valores segundo uma visão cristã da vida,que se pauta pelos princípios elencados destacadamente.

Fé e vida

Valorizamos uma vida de abertura a Deus como fonte de verdadeira humanização da pessoa e da comunidade, segundo o estilo da espiritualidade salesiana. Acreditamos no trabalho e no empenho como fonte de educação, de realização pessoal, de convívio e de melhoria permanente da qualidade de vida pessoal e social.

Família

Conscientes de que a família tem um papel fundamental no próprio crescimento, promovemos a estabilidade dos laços familiares na responsabilidade e no dom recíproco, segundo uma visão antropológica cristã.

Concretizamos o ato educativo como uma vivência em que a criatividade, a individualidade, a dimensão emocional e afetiva, o diálogo, a amizade e a alegria de viver se contextualizam em ambiente de família: acolhendo e valorizando positivamente a pessoa e acompanhando-a na construção de um projeto de vida mais humano e feliz.

Cidadania e solidariedade

Trabalhamos na construção de um mundo mais solidário e justo, mediante a partilha de bens com os mais desfavorecidos, a valorização do diálogo intercultural e a cidadania responsável e democrática. Comprometemo-nos a superar as atitudes individualistas, valorizando a vida e o voluntariado local e internacional, como forma de contribuir para uma sociedade mais humana e fraterna.

Integridade e honestidade

Acreditamos na visão positiva do ser humano e no seu potencial de desenvolvimento. Educamo-nos e educamos, acreditando na capacidade de cada um em construir o seu projeto de vida a partir de relações íntegras, honestas e fraternas.

Respeito e autonomia

Respeitamos os direitos e liberdades de cada grupo e, em particular, de cada pessoa, proporcionando experiências que ajudem a desenvolver progressivamente a autoestima, a autonomia pessoal, o sentido crítico, a responsabilidade, a gestão positiva dos conflitos e o compromisso com o desenvolvimento sustentável.

Política da Qualidade

O ENSR, como Escola do IFMA, adota a política de qualidade formalmente expressa pelo Conselho Provincial, tal como abaixo escrita.

No âmbito do seu sistema de Gestão da Qualidade, o IFMA compromete-se a:

  • promover a satisfação dos seus clientes, procurando ir ao encontro das suas necessidades e expectativas quanto ao ambiente educativo e socioeducativo em que o ato de educar e evangelizar se concretiza;
  • melhorar continuamente os seus processos em prol de uma educação e evangelização de referência, contribuindo assim para o crescimento integral da pessoa e para a construção do bem-estar pessoal, familiar e social;
  • acompanhar e monitorizar os seus progressos, através de avaliações externas e internas, prosseguindo critérios de sustentabilidade institucional, social, financeira e ambiental;
  • desenvolver, nos seus Centros Educativos e Educativo-Sociais, uma cultura institucional que estimule o empenho, o envolvimento e o compromisso dos seus educadores para, através da formação contínua e da qualificação, responder aos desafios educativos, numa sociedade em permanente transformação;
  • cumprir os requisitos legais aplicáveis nos serviços e atividades que desenvolve e fomentar ligações e parcerias numa lógica de trabalho em rede de modo a cumprir integralmente a sua missão.

No pressuposto de que a Qualidade a todos diz respeito, sem exceção, o IFMA adotou uma filosofia que tem como suporte a participação de todos os seus colaboradores, como contributo indispensável à permanente atualização da sua Política da Qualidade.

Tipologia da Escola

A Escola é propriedade do IFMA, cuja entidade titular é a Província Portuguesa de Nossa Senhora de Fátima, sediada na Av. N.ª Sra. do Monte da Saúde, 174, 2765-452 Monte Estoril. O ENSR situa-se em Cascais, com o alvará n.º 2200, é uma Escola Particular, Católica e Salesiana.

Mapa1Mapa2

Coordenadas GPS: 38.70138 N | 9.43700 W

O ENSR situa-se na vila de Cascais, sede de concelho, pertencente ao distrito e à diocese de Lisboa, localidade cosmopolita, de clima ameno e privilegiado, rodeada de praias e paisagens de uma grande beleza, lugar muito procurado para viver ou visitar. O município de Cascais está virado a oeste e a sul para o oceano Atlântico, é limitado a leste pela vila de Oeiras e é enquadrado a norte pela Serra de Sintra. É pela rua Maria Auxiliadora, n.º 53, Bairro do Rosário, que se faz a entrada das crianças da Educação Pré‑Escolar e dos encarregados de educação. A outra entrada principal, na avenida Nossa Senhora do Rosário, destina-se aos alunos dos 2.º e 3.º ciclos. A Escola possui bons acessos ao centro e à autoestrada que liga Cascais a Lisboa e Sintra.

Caracterização da Escola

O ENSR é uma Escola com autonomia, que tem como níveis de ensino a Educação Pré-escolar e os  2.º e 3.º ciclos, que se rege pelo Estatuto do Ensino Particular e Cooperativo- Decreto-Lei n.º 152/2013, de 4 de novembro e pelo exposto na Portaria n.º 59/2014 de 7 de março, que fixa os termos da gestão flexível do currículo. A Escola tem contrato simples e de desenvolvimento, que permite às famílias poderem beneficiar de apoios do Ministério da Educaçã de acordo com o rendimento per capita.

Caracterização da População Escolar

A Escola é, antes de mais, as suas crianças e os seus alunos. Neste sentido, caracterizamo-los no seu todo, para se dar a conhecer o ENSR. Os alunos que ingressam no 5.º ano são maioritariamente (mais de 89% – dados de 2014/2015) provenientes de escolas privadas de 1.º ciclo do concelho de Cascais, designadamente do Externato Nossa Senhora da Assunção (38%)  ̶  escola do IFMA, sita também em Cascais. Saliente-se ainda que, os alunos que frequentam o ENSR cumprem o ensino básico sem retenções, à exceção de, aproximadamente 4% (3,72% – dados de 2014/15) por ano.

O ENSR abrange alunos dos 2.º e 3.º ciclos e crianças da Educação Pré-escolar. No ano letivo de 2014/2015, 94% dos elementos da população escolar estão inscritos no 2.º ou 3.º ciclo, com idades compreendidas entre os 9 e os 15 anos e 6% na Educação Pré-escolar, com idades entre 3 e 6 anos. Reportando ainda ao mesmo ano letivo, a Educação Pré-escolar integra duas salas e os 2.º e 3.º ciclos totalizam quinze turmas.

Área de residência das crianças e dos alunos

A partir das localidades de residência dos atuais alunos/crianças (dados de 2014/2015), é possível estabelecer como área geográfica de influência da Escola. Independentemente do grau de ensino, a maior parte dos alunos é residente no concelho de Cascais (mais de 90%), oriundos das freguesias de Cascais e Estoril, Alcabideche, Parede e São Domingos de Rana.

Pais/Encarregados de Educação

No que respeita aos pais/encarregados de educação, 74% possui formação superior. Os encarregados de educação participam regularmente no processo de ensino dos seus educandos, como se pode constatar pelas presenças dos mesmos nas reuniões da escola (dados de 2014/15).

Ano de escolaridade Presenças dos EE nas reuniões da escola, em termos médios (%)
Pré-escolar 90%
5.º 92%
6.º 72%
7.º 66%
8.º 71%
9.º 55%
Educadores Docentes e Não Docentes

O corpo docente é constituído por 32 professores, sabendo-se que mais de 90% dos educadores docentes são efetivos e 69% trabalham na Escola há mais de 10 anos e as duas Educadoras de Infância há mais de 20 anos.

O ENSR possui 16 educadores não docentes e cerca de 50% está na escola há mais de 10 anos  ̶  pelo que são pessoas experientes. Entre os educadores não docentes, há uma psicóloga, que acompanha as crianças/os alunos. No âmbito da Pré-Escolar, as educadoras não docentes possuem formação específica de auxiliar técnica de educadoras de infância.

Os colaboradores não docentes recebem formação contínua em igualdade de circunstâncias com os educadores docentes, designadamente no que respeita à identidade católica e salesiana da Escola.

Organização da Escola

O ENSR é uma escola do IFMA e, portanto, segue a estrutura hierárquica e organizativa exposta no organograma, comum a todas as escolas/centros educativos do IFMA.

Organograma

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Órgãos de Administração e de Gestão

A Direção é um órgão coletivo, de administração e gestão da Escola. Tem por missão gerir a Escola, apoiar a elaboração dos documentos orientadores da ação educativa, bem como acompanhar e monitorizar os mesmos, segundo a política da qualidade e os princípios do carisma salesiano.

Os seus membros são nomeados pela Provincial do Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora em Portugal.

A Direção é constituída pelas seguintes individualidades: Diretora da Escola; Diretora Pedagógica, Coordenadora de Pastoral e Administradora. No caso do ENSR, também faz parte da Direção a Vice-Diretora da Escola. Sempre que a Provincial das Filhas de Maria Auxiliadora considere necessário, pode nomear outros elementos a integrar a Direção.

Órgãos de Gestão Pedagógica e Orientação Educativa
Conselho Pedagógico

O Conselho Pedagógico é o órgão de coordenação e supervisão pedagógica. Tem por missão coordenar, refletir e orientar a ação educativa da Escola, nomeadamente no domínio pedagógico-didático, bem como orientar e acompanhar as crianças/os alunos, para além de orientar a formação dos educadores docentes, segundo a legislação aplicável em vigor e as diretrizes do Ministério da Educação e da Ciência (cf. Decreto-Lei n.º 137/2012, de 2 de julho).

A execução das orientações do Conselho Pedagógico é da responsabilidade da Diretora Pedagógica, que preside o Conselho Pedagógico.

Os seus membros podem ser efetivos ou extraordinários.

Os membros efetivos docentes são nomeados pela Direção da Escola.

Os membros extraordinários são convocados pela Presidente do Conselho Pedagógico, sempre que se justifique.

Departamentos Curriculares

Os Departamentos Curriculares são órgãos colegiais de apoio ao Conselho Pedagógico.

Têm como missão articular e gerir as áreas curriculares/disciplinas, garantindo a aplicação dos programas e das orientações curriculares emanadas pelo Ministério da Educação e Ciência. Deve ainda ser o garante da sua adequação à realidade da Escola, em correlação com o Projeto Pastoral.

Cada departamento curricular é orientado por um Coordenador designado pela Direção e escolhido de entre os educadores docentes. Ao departamento da Educação Pré-escolar pertencem as educadoras de infância.

Departamentos
Línguas
Ciências Humanas e Sociais
Matemática, ciências, e tecnologia
Educação artística e tecnológica
Educação Física
Educação Pré-escolar
Conselhos de Turma

Os Conselhos de Turma dos 2.º e 3.º ciclos são órgãos de orientação educativa e de apoio ao Conselho Pedagógico. Têm como missão desenvolver e avaliar o Plano de Turma, acompanhar a aplicação das estratégias pedagógicas e disciplinares da turma, com vista à melhoria da aprendizagem e ao sucesso educativo dos alunos, tendo em conta designadamente as orientações constantes no Decreto-Lei n.º 139/2012 de 5 de julho e no Despacho normativo n.º 17-A/2015, de 22 de setembro de 2015, exclusivamente no que se aplica ao Ensino Particular e Cooperativo.

Serviço de Psicologia

O Serviço de Psicologia é um órgão de apoio psicopedagógico sob a responsabilidade técnica de uma Psicóloga. Tem como missão articular as estruturas de orientação educativa da Escola com outros serviços, para promover condições que assegurem a integração escolar e social das crianças e dos alunos e facilitem a sua transição para outras entidades do sistema escolar.

Equipa da Pastoral

A Equipa da Pastoral é um órgão de apoio religioso e ético, sob a responsabilidade da Coordenadora da Pastoral. Tem como missão testemunhar e propor a toda a Comunidade Educativa a referência aos valores evangélicos, articulando espaços de vivência dos valores humanos, salesianos e religiosos e oferecendo oportunidades de expressão da fé para todos os membros da Comunidade Educativa.

Equipa das Atividades Didático-Lúdicas

Esta Equipa tem como missão animar, planificar e orientar as atividades didático-lúdicas, sob a responsabilidade da respetiva Coordenadora.

Órgãos de Assessoria
Qualidade e Melhoria Contínua

A Qualidade e Melhoria Contínua é um órgão de assessoria da Direção, que tem por missão apoiar a Direção no desenvolvimento e na comunicação da política da qualidade e no funcionamento do Sistema Integrado de Gestão, sob a orientação e a supervisão técnica do Gestor do Sistema Integrado de Gestão, a nível central.

O responsável é nomeado pela Direção.

Órgãos de Suporte
Serviços Administrativos

Os Serviços Administrativos executam a gestão administrativa da escola. Têm por missão garantir a prestação dos serviços administrativos de suporte necessários ao regular funcionamento da Escola, através da Secretaria, a toda a Comunidade Educativa, assim como assegurar a gestão financeira, orçamental, patrimonial e da área administrativa de recursos humanos.

O titular desta função é a Administradora nomeada pela Provincial, sob proposta da Direção.

Serviços Operacionais

Os Serviços Operacionais são tutelados pela Administradora e têm por missão assegurar o acompanhamento e a monitorização local dos contratos de prestação de serviços nas áreas de nutrição e alimentação (incluindo o HACCP-Hazard Analysis and Critical Control), manutenção e outros, bem como coordenar e supervisionar os serviços de higienização e limpeza, segurança e vigilância e serviços utilitários.

Horário de Funcionamento

A Escola abre às 7h45 e encerra às 19h00, sabendo-se que para cada serviço que a Escola presta há um horário, especificado no Projeto Curricular de Escola, bem como para cada nível de ensino ̶ Educação Pré-escolar, 2.º e 3.º ciclos do Ensino Básico.

Horário Letivo

A Escola abre com o tempo dedicado ao bom-dia, tempo letivo carismaticamente um momento de oração, reflexão e comunhão de cada turma/grupo com o respetivo diretor de turma ou respetiva educadora, com a duração de 10 minutos.  O horário é elaborado de acordo com o disposto no Estatuto do Aluno e Ética Escolar, sabendo-se que o aluno tem o direito a “usufruir de um horário escolar adequado ao ano frequentado, bem como de uma planificação equilibrada das atividades curriculares e extracurriculares, nomeadamente as que contribuem para o desenvolvimento cultural da comunidade” (Lei n.º 51/2012, 5 de setembro, artigo 7.º, 1, alínea f). Também se tem em conta na elaboração do horário as diretivas do Ministério da Educação e Ciência que dizem respeito ao Ensino Particular e Cooperativo.

Assim sendo, especifique-se que os alunos entram às 8h20 e saem às 16h20, estabelecendo-se aproximadamente 1h30 de almoço, enquanto as crianças entram pelas 9h00/9h30 e terminam por volta das 15h30/16h00. Não obstante, o horário vem anualmente especificado no Projeto Curricular de Escola disponível para consulta na secretaria da Escola.

Serviços de Apoio Complementar

Os serviços que oferecemos para além da dimensão educativa incluem vertentes a nível de alimentação, papelaria, venda de peças do uniforme, reprografia e enfermaria.

Atividades Extraletivas

As atividades extraletivas são definidas anualmente dentro das áreas recreativas, culturais, artísticas e desportivas, decorrendo da avaliação das existentes. Estas são dadas a conhecer anualmente no Projeto Curricular de Escola.

Projetos Específicos

Os projetos específicos são lançados anualmente, aprovados em Conselho Pedagógico e em Direção, como órgãos decisórios, e decorrem das propostas feitas pelos educadores docentes da Escola ou técnicos exteriores a esta.

Recursos Materiais e Tecnológicos

No que diz respeito às estruturas físicas, o ENSR é constituído por dois edifícios distintos.

O edifício principal da Escola tem cerca de três décadas e ocupa aproximadamente uma área de 5000 m2. O Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora tem vindo a reunir esforços para realizar melhorias e ampliar os espaços disponíveis. Este edifício (no que se refere à construção) é constituído por quatro pisos.

Edifício Principal

Piso -1 Piso 0 Piso 1 Piso 2
Duas salas para lecionar Educação Visual/Educação TecnológicaLaboratório para apoio às aulas de Físico-QuímicaSala multiusosArrecadações/DespensaBar/Papelaria da EscolaVestiário para as educadoras não docentesWC para pessoas com incapacidades motorasEngomadoriaArquivo Serviços administrativosReprografiaCapelaSalas da Pré-EscolarSala da APERSala de apoio à equipa da PastoralRecreio coberto da Educação Pré-escolarGabinetes de atendimentoTrês salas de aulaLaboratório de apoio às aulas de Ciências Naturais

Sala de Educação Musical

Três refeitórios

Cozinha

Sala de apoio ao refeitório e à cozinha

Três WC

WC para pessoas com incapacidades motoras

Enfermaria

Doze salas de aulaSala multiusosSala de InformáticaBibliotecaDois WCWC para pessoas com incapacidades motorasSala de ReuniõesSala de CosturaSala de Arrumações Três WCSala dos educadores docentesGabinete da PsicólogaCentro de Recursos

Edifício Complementar

Piso -1 Piso 0 Piso 1 Piso 2
Dois balneários para alunosPavilhão polidesportivoGabinete dos ProfessoresSala de material desportivoDuas arrecadações para material desportivoSala das educadoras não docentesTrês WC, um com acesso pelo exterior Dois WCSala de AulaBarBancadas CamarimDois WC Auditório-salão de festasCabine de SomSala de BastidoresQuatro salas de cenários

Espaços Exteriores

Pátio para as crianças da Educação Pré-escolar, com WCPátio superior, com WC para as alunasPátio inferior, com WC para os alunosUm espaço cobertoPolidesportivo com bancadasTúnel de ligação, pelo qual os alunos se deslocam do edifício principal ao complementar

O ENSR tem uma sala de computadores com 15 unidades ligadas à Internet, no 1.º piso, e 6 computadores para os alunos no Centro de Recursos, também com acesso à Internet, pois a Escola dispõe de cobertura wireless. Estes equipamentos são usados pela Pré-Escolar, alunos dos 2.º e 3.º ciclos, sabendo-se que todos os computadores da Escola têm permissões de segurança.

Há 15 salas de aula com quadros interativos e ligação à Internet. A Direção, os educadores docentes e os serviços administrativos possuem os meios tecnológicos necessários ao desenvolvimento da sua missão, bem como os serviços administrativos.

Os campos de jogos, o pavilhão polidesportivo e o auditório-salão de festas têm os materiais adequados à função para a qual foram construídos e são usados pelos alunos e crianças.

Parceiros Sociais e Partes Interessadas

Numa procura de melhoria contínua e envolvimento com o meio, temos como parceiros:

  • Instituto Filhas de Maria Auxiliadora, no que se refere às campanhas missionárias, aos intercâmbios de experiências e planos de formação;
  • Câmara Municipal de Cascais ao nível das atividades desportivas, culturais e ambientais;
  • Junta de Freguesia de Cascais na organização da Semana do Voluntariado;
  • Instituições de caridade do Concelho de Cascais;
  • Paróquia de Cascais;
  • Delegação Nacional da Pastoral Juvenil SDB/FMA em encontros do Movimento Juvenil Salesiano e Jogos Nacionais Salesianos;
  • CFECC – Centro de Formação Escolas do Concelho de Cascais;
  • Porto Editora – plataforma Escola Virtual;
  • Procatering, no serviço de refeitório;
  • Centro de Línguas do Estoril (certificação Cambrigde);
  • Sociedade Eco-pilhas;
  • Associação Bandeira Azul da Europa (Projeto Eco-escolas)
  • AEEP- Associação de Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (Jogos Desportivos)
  • Ecopilhas- Sociedade Gestora de Resíduos de Pilhas e Acumuladores (no âmbito do Projeto Pilhão vai à Escola)

Caracterização demográfica do meio e indicadores de desenvolvimento

O concelho de Cascais, em que se insere o Externato, ocupa uma superfície de 97,4 Km², distribuída por 4 freguesias, com cerca de 208418 habitantes, o que se traduz numa densidade populacional de 2139 hab/Km². De 2011 para 2013 verificou-se um aumento pouco acentuado de população residente no concelho de Cascais, com uma taxa de variação positiva de 0,9%. (PORDATA, 2013)

À semelhança do que acontece a nível nacional, verifica-se um acentuado envelhecimento da população. De 2011 para 2013 o índice de envelhecimento (número de idosos por cada 100 jovens) do concelho passou dos 103,4% para os 110,2%, variação menor quando comparada com a sentida a nível nacional, que passou dos 125,8% em 2011 para 133,5% em 2013. (PORDATA, 2013)

Ao analisar-se os dados referentes às taxas de natalidade e mortalidade, verifica-se que a taxa de natalidade do concelho é de 9,6‰, superior em 3,7‰ relativamente à taxa nacional. Já a taxa de mortalidade é de 8,8‰, mais baixa 1,4‰ relativamente à taxa nacional. Também a taxa de mortalidade infantil do concelho, de 2,0‰, é mais baixa do que a nacional em 0,9‰. Saliente-se que este indicador, em apenas dois anos, diminuiu de 4,2‰ para 2,0‰, o que reflete a melhoria da qualidade de vida dos habitantes do concelho de Cascais. (PORDATA, 2013). Constata-se que o nível de escolaridade da população residente no concelho de Cascais é elevado. Em 2011, a taxa de população com ensino superior completo era de 25,4%, e a nível nacional era de 13,8%. Estes dados mostram a importância crescente que a educação adquire nas famílias residentes no concelho. (PORDATA, 2013)

O concelho de Cascais tem uma forte oferta escolar, traduzida por um elevado número de estabelecimentos escolares do ensino público e privado que ministram o ensino desde a Educação Pré-

-Escolar ao Ensino Secundário. Existem 173 estabelecimentos de ensino no concelho de Cascais, dos quais 68% são privados (DGEstE, 2015). Daqui se depreende que o ensino privado tem um papel fundamental para suprir as necessidades existentes. Na tabela seguinte apresentam-se os dados referentes ao número de escolas do concelho nos anos letivos 2011/2012 e 2014/2015. Note-se que a maioria das escolas leciona diferentes ciclos de escolaridade. (PORDATA, 2014) (DGEstE, 2015)

Ensino pré‑escolar Ensino básico 1º ciclo Ensino básico 2º ciclo Ensino básico 3º ciclo Ensino secundário
Anos

2011/2012

2014/2015

2011/2012

2014/2015

2011/2012

2014/2015

2011/2012

2014/2015

2011/2012

2014/2015

Nº total de escolas públicas e privadas

111

123

91

88

27

29

26

28

17

17

Nº total de escolas privadas

86

93

42

41

17

18

14

14

8

8

Percentagem de escolas privadas

77%

76%

46%

47%

63%

62%

54%

50%

47%

47%

Constata-se que, em relação aos níveis de ensino lecionados no ENSR – Pré-escolar, 2.º e 3.º ciclos, a oferta de estabelecimentos de ensino privados que lecionam a Educação Pré-escolar e 2.º ciclo no concelho de Cascais aumentou, e, no caso de estabelecimentos de ensino privados que lecionam o 3.º ciclo se manteve.

No que respeita à população estudantil matriculada nos diferentes níveis de ensino, deve salientar-se que nos últimos três anos letivos, de 2011/2012 a 2013/2014, houve um decréscimo de alunos matriculados em todos os níveis de ensino, à exceção da Educação Pré-escolar, com um crescimento positivo de 0,5%, e do Ensino Básico do 1.º ciclo, em que houve um crescimento positivo de 0,1%. É de notar o acentuado decréscimo de alunos matriculados no 2.º ciclo a nível concelhio. Esta evolução corrobora a tendência para o envelhecimento da população já anteriormente referida. (DGEEC)

  Ensino pré‑escolar Ensino básico 1º ciclo Ensino básico 2º ciclo Ensino básico 3º ciclo Ensino secundário
Anos

2011

2012

2013

2011

2012

2013

2011

2012

2013

2011

2012

2013

2011

2012

2013

Cascais

6042

6106

6070

9950

9950

9953

6069

5558

5387

8611

8599

8561

7268

7274

7145

Variação 2009-2011

+0,5%

+0,1%

-11,2%

-0,6%

-1,7%

Num sentido mais restrito, dentro da freguesia de Cascais, o ENSR localiza-se numa zona residencial, de grande densidade estudantil, a poucos metros de escolas públicas do ensino básico e secundário.

Caracterização socioeconómica e sociocultural do meio

Uma das principais potencialidades do concelho de Cascais diz respeito ao setor económico, que ocupa o quarto lugar na escala de riqueza concelhia e coloca Cascais como quarto concelho com maior número de empresas.

Segundo os dados disponibilizados pela Câmara Municipal de Cascais, a distribuição das empresas com sede no concelho de Cascais reflete a realidade setorial existente, que se traduz na prevalência da representatividade das empresas do setor terciário (comércio e serviços), com 86%, em detrimento das empresas do setor primário, com 1%, ou do setor secundário, com 13%. Constata-se que cerca de 30% das empresas estão sediadas nas Freguesias de Cascais e Estoril e S. Domingos de Rana, constituindo-se as mesmas como centrais no eixo económico do concelho. (CMC, 2011)

A situação do desemprego no concelho de Cascais, em dezembro de 2013, situa-se aproximadamente nos 12%, contra uma taxa de desemprego nacional de 16,2%. Nessa data, o concelho de Cascais apresentava 11474 desempregados inscritos nos centros de emprego e formação profissional. A leitura destes números deve ter em consideração o valor apresentado pela Região de Lisboa e Vale do Tejo, que à mesma data se situava em 161231 inscritos. Assim sendo, Cascais representa 7% dos desempregados da Região de Lisboa e Vale do Tejo. (PORDATA, 2013)

Cascais caracteriza-se por ser um dos concelhos do país onde há maior número de estrangeiros qualificados e não qualificados e por existir uma grande diversidade de imigrantes residentes, que representam 9,7% da população do concelho. Destes, cerca de 16,3% são de países africanos de língua portuguesa, 45,3% oriundos de países europeus, sendo 17% de países de Leste, 29,4% de nacionalidade brasileira e 2,1% de nacionalidade chinesa. (PORDATA, 2013)

Do ponto de vista sociocultural, Cascais é apontada como uma vila com qualidade de vida, dadas as suas características geográficas, climatéricas e oferta cultural. Desta fazem parte a Casa das Histórias Paula Rego, o Centro Cultural de Cascais, o Museu do Mar, o Farol Museu de Santa Marta, a Casa de Santa Maria, a Cidadela de Cascais e eventos como festivais de cinema, concertos de jazz e outros de âmbito desportivo internacional, possibilitados pela existência de uma orla costeira favorável. No concelho de Cascais existem várias associações desportivas muito procuradas, essencialmente pelos mais jovens, sobretudo, para os desportos náuticos como a vela, o surf, o windsurf, o paddle surf e o kitesurf.

Caracterização dos fatores legais, tecnológicos e outros relevantes para a Escola

A legislação pela qual a Escola se rege divide-se em dois âmbitos fundamentais: o pedagógico e o administrativo, no que respeita aos recursos humanos, às normas de higiene e segurança e às regras do ponto de vista financeiro e do financiamento aos encarregados de educação, cujos educandos frequentam a Escola.

No primeiro âmbito, o pedagógico, nos seus demais vetores, tem como documentos orientadores o Projeto Educativo e Regulamento Interno, a par da legislação em vigor no decurso do triénio de vigência do PE, em específico a emanada pelos serviços competentes do Ministério da Educação e Ciência.

Já no que respeita ao setor administrativo, destaque-se o Contrato Coletivo de Trabalho à data em vigência, bem como os Decretos-Lei respeitantes à planificação dos espaços escolares e medidas de autoproteção, os apoios especializados a prestar na Educação Pré-escolar e no Ensino Básico do Ensino Particular e Cooperativo, os Contratos Simples e Contratos de Desenvolvimento.

Relativamente aos fatores tecnológicos, evidencie-se o investimento na informatização dos documentos como facilitador da comunicação entre os membros da Comunidade Educativa e de atualização de ferramentas ao nível pedagógico.

Diagnóstico da situação atual

O ENSR, ao nível académico, é uma escola que se pauta pelo sucesso escolar, como parte integrante do projeto de uma escola salesiana.

Avaliação final

Após avaliação interna de 3.º período e avaliação externa – 1.ª e 2.ª fases, note-se que o sucesso global dos alunos foi de 97,8%, com uma taxa de 100% no 2.º ciclo e de 96,3% no 3.º ciclo.

Taxa de sucesso global dos alunos-2014/2015

Taxa de sucesso global dos alunos-2014/2015

Avaliação interna

No que respeita à avaliação interna, destaque-se que o sucesso dos alunos se situa em todas as disciplinas acima de 80%. Verifica-se que a maioria das disciplinas regista um sucesso superior a 95%, sendo as disciplinas de Português, Francês e Matemática exceções.

Apresenta-se também a taxa de sucesso das disciplinas, para se poder verificar que a exigência é uma prática e que o acompanhamento faz com que aquela seja uma mais-valia para o futuro de cada aluno do ENSR. Todas as disciplinas têm uma taxa de sucesso superior a 85%.

Taxa de sucesso global por disciplina

Taxa de sucesso global por disciplina

Contribuiu para o sucesso dos alunos a implementação de Planos de Acompanhamento Pedagógicos Individuais (PAPI´s), que visam a recuperação de alunos com dificuldades de aprendizagem. Ao longo do ano letivo, cerca de 35% dos alunos beneficiaram de medidas que possibilitaram a superação de níveis inferiores a três, com uma taxa de sucesso global dos PAPI´s de 90.78%.

Taxa de sucesso global dos PAPIs

Taxa de sucesso global dos PAPIs

Do universo de alunos que frequentaram a Escola no ano letivo de 2014/2015, aproximadamente 6% de alunos beneficiaram de um Programa Educativo Individual (PEI). A taxa de sucesso dos referidos alunos, considerando a transição ou aprovação dos mesmos, fixa-se em 91.67%.

Taxa de sucesso dos alunos com PEI

Taxa de sucesso dos alunos com PEI

Das medidas implementadas que têm como objetivo o sucesso dos alunos, saliente-se as aulas de recuperação. Nas disciplinas às quais os alunos beneficiaram de aulas de recuperação (Português, Inglês, Matemática, Ciências Naturais, Francês e Físico-Química), em média, a percentagem de sucesso desta estratégia foi de 71%.

Taxa de sucesso global das aulas de recuperação

Taxa de sucesso global das aulas de recuperação

Avaliação Externa

Nos últimos três anos letivos (2012/2013; 2013/2014; 2014/2015) as médias de Escola obtidas na avaliação externa foram sempre superiores à média nacional, quer a Português, quer a Matemática.

Comparação das Médias nas Provas Finais de Português - 2.º Ciclo

Comparação das Médias nas Provas Finais de Português – 2.º Ciclo

Comparação das Médias nas Provas Finais de Matemática - 2.º Ciclo

Comparação das Médias nas Provas Finais de Matemática – 2.º Ciclo

Comparação das Médias nas Provas Finais de Português - 3.º Ciclo

Comparação das Médias nas Provas Finais de Português – 3.º Ciclo

Comparação das Médias nas Provas Finais de Matemática - 3.º Ciclo

Comparação das Médias nas Provas Finais de Matemática – 3.º Ciclo

Acrescente-se que, no ano letivo de 2014/2015, a percentagem de níveis iguais ou superiores a 3 no 6.º ano foi de 83,13% a Português e 72,29% a Matemática. No 9.º ano a percentagem de níveis iguais ou superiores a 3 foi de 97,33% a Português e 85,33% a Matemática.

Avaliação externa de Inglês – Preliminary English Test

No ano letivo 2014-2015, o Preliminary English Test, de acordo com o Despacho n.º 15747-A/2014, de 30 de dezembro, foi aplicado com carácter obrigatório aos alunos do 9.º ano de escolaridade. O Preliminary English Test avalia autonomamente quatro capacidades: leitura (Reading); escrita (Writing); compreensão do oral (Listening); produção e interação orais (Speaking). O teste está desenhado para certificar o nível B1, podendo ainda certificar os níveis A2 e B2 do Quadro Europeu Comum de Referência (QECR).

Nível de proficiência

Nível de proficiência

A1- inferior a 45%; A2 — de 45% a 69%; B1— de 70% a 89% e B2 — de 90% a 100%.

Observa-se que 81% dos alunos do 9.º ano conseguiram o nível superior ou igual ao B1, comparativamente a 38,2% a nível nacional.

Grau de satisfação dos alunos e encarregados de educação (ano letivo 2014/2015)

Além dos resultados académicos da Escola, importa dar a conhecer o nível de satisfação dos alunos e dos encarregados de educação, nos diferentes indicadores.

Grau de satisfação dos alunos

O grau de satisfação global dos alunos relativamente ao Externato Nossa Senhora do Rosário é de 3,8, numa escala de 5 pontos.

Foram considerados pontos fortes por parte dos alunos as dimensões: competência técnica e pedagógica (classificação de 3,8) e instalações, equipamento e sinalética (classificação de 3,9). Foram referidos pelos alunos, como pontos menos favoráveis, as dimensões: serviços, responsabilidade e recetividade (classificação de 3,5) e informação, comunicação e atendimento (classificação de 3,4). Nas outras dimensões, a classificação atribuída variou entre os 3,7 e os 3,8, não existindo nenhuma dimensão com classificação inferior a 3,4.

Grau-de-satisfação-por-dimensão-dos-alunos

Grau de satisfação dos encarregados de educação

O grau de satisfação global dos pais/encarregados de educação em relação ao ENSR é de 4,4 numa escala de 5 pontos.

Por parte dos encarregados de educação, foram considerados pontos fortes as dimensões relativas à informação, comunicação, atendimento e serviços, responsabilidade e recetividade (ambas com classificação de 4,4). Como dimensões menos favoráveis foram referidas as dimensões: competência técnica, pedagógica e instalações, equipamentos e sinalética (ambas com classificação de 3,9). Nas outras dimensões, a classificação atribuída variou entre os 4,0 e os 4,3, não existindo nenhuma dimensão com classificação inferior a 3,9.

Grau de satisfação por dimensão dos encarregados de educação

Grau de satisfação por dimensão dos encarregados de educação

Uma vez que os alunos e encarregados de educação procederam à avaliação das mesmas dimensões, é pertinente comparar as classificações atribuídas a cada uma delas, por cada grupo.

É de notar que a satisfação global dos encarregados de educação (classificação de 4,4) é sensivelmente superior à dos alunos (classificação de 3,8), à exceção da dimensão instalações, equipamentos, sinalética, em que ambos os grupos atribuíram a classificação de 3,9, todas as outras dimensões foram melhor classificadas pelos encarregados de educação do que pelos alunos.

Definiram-se as forças e debilidades, e elencaram-se as oportunidades e as ameaças, na base da matriz swot de acordo com os relatórios de autoavaliação do triénio de 2012 a 2015.

Análise

Oportunidades
  • Visão positiva e familiar da Escola por parte dos antigos alunos e dos atuais;
  • Confiança que os pais/encarregados de educação têm na Escola;
  • Reconhecimento pelo meio de um ensino pautado pelo sucesso e acompanhamento;
  • Escolas privadas do 1.º ciclo, sem continuação para o 2.º ciclo, que trabalham em parceria com o ENSR na preparação dos seus alunos;
  • Parceria reforçada com outros estabelecimentos escolares do IFMA.
Ameaças
  • Redução da taxa de natalidade;
  • Crise económica e social do país e o endividamento/desemprego das famílias;
  • Taxa de emigração dos jovens;
  • Reconfiguração da estrutura familiar e dos valores;
  • Desvalorização da Educação Religiosa;
  • Pouca disponibilidade por parte de algumas famílias para o acompanhamento dos filhos/educandos;
  • Grande oferta da rede pública escolar ao nível da Educação Pré-escolar;
  • Maior oferta de ensino privado no concelho;
  • Redução de apoios financeiros às famílias que lhes permitam opção pelo ensino privado;
  • Falta de políticas governamentais de apoio ao ensino privado.
Forças
  • Ambiente de alegria e festa quer no dia a dia quer nas celebrações e tempos de recreio e convívio;
  • Acolhimento das diferenças na Comunidade Educativa, valorizando a cultura da inclusão;
  • Sucesso escolar;
  • Promoção de atividades lúdicas e desportivas;
  • Diversidade de atividades extraletivas na Escola;
  • Boa articulação da Escola com as escolas de proveniência ou de prosseguimento de estudos de modo a assegurar a sequencialidade das aprendizagens das crianças e dos alunos;
  • Investimento na pessoa, valorização do acompanhamento espiritual e psicopedagógico dos alunos;
  • Abertura a parcerias e protocolos.
  • Flexibilidade em agendar atendimento aos encarregados de educação fora do horário estipulado;
  • Satisfação global dos alunos e dos encarregados de educação em relação à Escola;
  • Proximidade nas relações entre alunos, comunidade religiosa, educadores docentes e não docentes;
  • Segurança no espaço escolar;
  • Estabilidade contratual dos educadores docentes e não docentes;
  • Experiência pedagógica dos educadores docentes;
  • Boas práticas de colaboração, com vista à diferenciação de estratégias;
  • Acesso à rede wireless e existência de quadros interativos;
  • Existência de um portal, com a plataforma e-schooling;
  • Existência de serviços de psicologia e programas de intervenção adaptados;
  • Lecionação por docentes das áreas específicas da Expressão Musical,  Expressão Motora e Inglês na Educação Pré-escolar.
Debilidades
  • Dificuldade em corresponsabilizar toda a Comunidade Educativa na monitorização do Projeto Educativo;
  • Implementação parcial do processo de avaliação na área do desempenho profissional e melhoria contínua;
  • Divulgação tardia do horário das extraletivas.
  • Necessidade de melhoria nos equipamentos laboratoriais;
  • Inexistência de rede wireless no edifício complementar;
  • Não existência do Ensino Secundário.

A Escola que a Comunidade que construir

Objetivo central do Projeto Educativo

A Escola que a comunidade quer construir tem como cerne a criança/o aluno, ou seja, a pessoa e o seu crescimento integral. Deste modo, define-se como objetivo central à ação educativa no próximo triénio:

Educar aos valores no crescimento integral e sustentável

Neste objetivo, o verbo “ educar” é o guia da caminhada que queremos percorrer no todo do seu significado. De mãos dadas com o verbo, vem a consagração em cada dia dos valores que são os pilares do ser humano como cidadão e cristão.

Crescer de forma integral é a matriz que se pretende inscrever em cada aluno que vive e estuda nesta casa salesiana, assente numa sustentabilidade humana em termos de ambiente e de vivência.

Elencam-se os dois eixos estratégicos de desenvolvimento em que assenta o IFMA: “sucesso educativo e impacto na sociedade” e “sustentabilidade” e os respetivos objetivos delineados no documento em referência (IFMA, Eixos Estratégicos, 2012 b)).

Objetivos estratégicos

Deste modo, para o próximo triénio, o ENSR, de acordo com a análise e os eixos estratégicos do IFMA, tem como objetivos estratégicos os abaixo definidos destacadamente.

Sucesso educativo e impacto na sociedade

  • Dar continuidade à divulgação nas redes sociais das atividades de Escola;
  • Reforçar o trabalho  de parceria com o 1.º ciclo;
  • Alargar o âmbito de implementação do processo de avaliação do desempenho dos educadores;
  • Fomentar o envolvimento da família nas atividades da Escola;
  • Envolver a Comunidade Educativa na monitorização do Projeto Educativo.

Sustentabilidade

  • Estabelecer parcerias com instituições de apoio às crianças e jovens e às famílias carenciadas;
  • Estabelecer protocolos com associações ambientais;
  • Reforçar a comunicação/relação com as parcerias estabelecidas;
  • Aumentar ou manter o número atual de crianças/alunos;
  • Manter as mensalidades acessíveis.

As metas a atingir e os respetivos indicadores de avaliação e meios de verificação encontram-se definidos no plano de ação da Escola, com vista à monitorização do PE.

Áreas prioritárias de intervenção

  • Relação com o meio e parcerias;
  • Cultura da avaliação e melhoria contínua na Comunidade Educativa;
  • Visibilidade da Escola;
  • Implementação do Sistema Integrado de Gestão para enquadramento da melhoria contínua.

Implementação do Projeto Educativo

Este Projeto Educativo será o documento orientador de toda a ação da Escola ao longo dos próximos três anos.

Instrumentos de Implementação
  • Projeto Curricular de Escola
  • Plano de Turma
  • Projeto Curricular de Grupo
  • Plano Anual de Atividades
  • Plano de Atividades da Escola
  • Plano de Ação
  • Regulamento Interno
  • Plano de Formação
Outros
  • Parcerias
  • Protocolos
  • Projetos específicos

Divulgação e Avaliação do Projeto Educativo

Divulgação

No início de cada ano letivo é feita a apresentação das linhas gerais do PE junto dos elementos da Comunidade Educativa, para que todos possam colaborar e definir ações para a sua consecução.

O PE será, pois, apresentado à Comunidade Educativa em reuniões/formações próprias para o efeito. Encontra-se acessível aos parceiros da Escola ou a quantos o desejem conhecer, disponibilizando-se um exemplar do documento, em suporte de papel, na secretaria, e em suporte digital na página web da Escola.

Avaliação

A avaliação do PE será feita com base nos resultados obtidos em cada ano e nas auditorias pela tutela e por outras entidades envolvidas no processo de certificação de qualidade.

Conclusão

O PE espelha a Escola que construímos e a conceção salesiana de educação, que, assente no sistema preventivo de Dom Bosco visa a educação integral, fazer com que cada criança/aluno seja um “bom cristão e honesto cidadão”, sendo  a criança e o aluno o centro do ato educativo.

Entenda-se assim que é o documento base de orientação educativa da Escola,  e portanto projeta uma preocupação de melhoria contínua da qualidade em cada dia nos demais vetores constituintes de uma Escola. Tem como objetivo um percurso de excelência, em que as crianças/os alunos encontrem a oportunidade de viver na corresponsabilidade em torno de valores evangélicos, culturais e sociais.

Em suma, é fundamentalmente um trilho que une cada membro da Comunidade Educativa, sendo o motor propulsor do sucesso educativo das nossas crianças e dos nossos alunos, que assentes na educação salesiana crescem como pessoas nas suas demais dimensões.

Bibliografia / Enquadramento Normativo

AZEVEDO, Rui (coordenador), Projetos Educativos: Elaboração, Monitorização e Avaliação, Lisboa, 2011.

Constituição da República Portuguesa, 25 de abril de 1976.

Convenção dos Direitos das Crianças, ONU, 20 de novembro de 1999.

Crónicas do Externato Nossa Senhora do Rosário, 1977, 1981, 1982.

IFMA, Ideário dos Centros Educativos das Filhas de Maria Auxiliadora, Portugal, 2012 a).

IFMA, Eixos Estratégicos, Portugal, 2012 b).

IFMA, Para Que Tenham Vida e Vida em Abundância: Linhas Orientadoras da Missão Educativa – FMA, Roma, 8 de dezembro de 2005.

Projeto Educativo do Externato Nossa Senhora do Rosário, triénio – 2012/2015.

Enquadramento normativo:

Decreto-Lei n.º152/2013, 4 de novembro

Decreto-Lei n.º75/2008, 22 de abril

Decreto-Lei n.º 137/2012, 2 de julho

Decreto-Lei n.º 139/2012, 5 de julho

Lei n.º 51/2012, 5 de setembro

Decreto-Lei n.º 224/2009, 11 de setembro

Decreto-Lei n.º 3/2008, 7 de janeiro

Decreto-Lei n.º 220/2008, 12 de novembro

Despacho-Normativo n.º 14026/2007, 3 de julho

Despacho-Normativo n.º 17-A/2015, 22 de setembro

Despacho n.º 15747-A/2014, 30 de dezembro

Portaria n.º 1532/2008, 29 de dezembro

Portaria n.º 59/2014, 7 de março

 

Recursos eletrónicos:

www.cm-cascais.pt

www.pordata.pt

www.salesianas-por.net

CMC. (s.d.). Obtido em 29 de dezembro de 2014,
de http://www.cm-cascais.pt/area/atividades-economicas

CMC. (2011). Obtido em 29 de dezembro de 2014,
de http://www.cm-cascais.pt/sites/default/files/anexos/indicadores/apresentacao_censos_2011_demografia.pdf

DGEEC. (s.d.). Obtido em 29 de dezembro de 2014,
de http://www.dgeec.mec.pt/np4/96/

DGEstE. (2015). DGEstE. Obtido em 16 de julho de 2015,
de http://www.dgeste.mec.pt/index.php/escolas/pesquisa-de-escolas

PORDATA. (2013). Obtido em 29 de dezembro de 2014,
de http://www.pordata.pt/municipios/desempregados+inscritos+nos+centros+de+emprego+e+formacao+profissional-220

PORDATA. (2013). Obtido em 29 de dezembro de 2014,
de http://www.pordata.pt/Municipios/Populacao+estrangeira+com+estatuto+legal+de+residente+total+e+por+algumas+nacionalidades-101

PORDATA. (2013). Obtido em 16 de julho de 2015,
de www.pordata.pt/municipios/quadro+resumo/cascais+(municipio)-6482

PORDATA. (2014). Obtido em 29 de dezembro de 2014,
de http://www.pordata.pt/Subtema/Municipios/Estabelecimentos+de+Ensino-229

SEC-MEC. (s.d.). Obtido em 29 de dezembro de 2014,
de http://www.sec-geral.mec.pt/index.php/educacao-e-ciencia-em-portugal/legislacao-e-regulamentacao-da-educacao